Lombalgia

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Publicado em:
7 Maio, 2020

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Lombalgia/Lombociatalgia

Estando no meio de uma pandemia global, muitos de nós está em pleno isolamento social, para nos protegermos e protegermos a nossa família. O isolamento na grande maioria das vezes acarreta consequências para a saúde, tais como: o sedentarismo e a obesidade, comprometendo a saúde da coluna.

O que provavelmente não sabe é que uma das partes mais importantes do tratamento e prevenção parte exclusivamente de si: praticando exercícios adequados.

A nossa coluna

A coluna vertebral é uma região muito propicia à dor, visto que, é ela que mantém a posição ereta, absorve e distribui cargas, sustenta, protege a medula espinal e serve de inserção muscular e ligamentar. A coluna possui duas curvaturas, nomeadamente as primárias, onde se incluem a cifose dorsal e a sagrada, e, as secundárias, a lordose cervical e lombar.

A lombalgia

Podemos então designar a lombalgia como uma dor na região vertebral ou paravertebral lombar, que atinge cerca de 80% da população. O seu pico ronda os 45 anos em ambos os sexos sendo que 90% dos casos é de origem mecânica, na maioria dos casos não é identificada uma causa específica e, em 10% dos casos com origem não-mecânica estão associadas, por vezes, patologias graves.

A lombalgia pode ser classificada como aguda (dor começou à menos de 6 semanas), subaguda (entre as 6 semanas e pode ir até aos 3 meses) e crónica (ocorreu há mais de 3 meses).  A lombalgia aguda na sua grande maioria tem evolução benigna, autolimitada, tendo assim uma boa resposta ao tratamento conservador e sintomático. Em casos mais específicos e graves poderemos ter de recorrer a cirurgia. A lombalgia crónica é multifatorial (difícil alívio sintomático) e é intensificada por fatores psicossociais. Como tratamento podemos utilizar a Fisioterapia, antidepressivos e infiltração com corticóides.

A dor pode ser classificada também como mecânica (90% dos casos, corresponde a alterações estruturais ou sobrecarga) ou não mecânica (10% dos casos, pode ser de carácter inflamatório, infecioso, tumoral, não vertebral ou visceral).

Nas lombociatalgias existe um conjunto de manifestações clínicas resultantes do compromisso de uma raiz nervosa lombosagrada (do nervo ciático) e associada a esta compressão poderá existir lombalgia. 90% das lombociatalgias discais melhoram com o tratamento conservador e apenas 10% têm indicação cirúrgica. Existem diversos sintomas associados à lesão do nervo ciático tais como:  alterações da sensibilidade da parte posterior da coxa ou da planta dos pés (insensibilidade ou redução da sensibilidade, formigueiro, sensação de ardor e dor) ou fraqueza no joelho e/ou pé (dificuldade para andar; incapacidade para mover o pé e incapacidade para fazer flexão do joelho- estes dois últimos em casos graves e avançados de lesão).

A propensão à lombalgia

As pessoas mais propensas a desenvolver uma disfunção deste nervo são as que ficam sentadas durante muito tempo, como motoristas, administrativas, entre outros, são alvos preferenciais da dor do nervo ciático.

Em alguns casos, a remoção cirúrgica das lesões que pressionam o nervo pode ser benéfica.

O diagnóstico pode ser efetuado através de exames complementares tais como: exame analítico, radiológico, medicina nuclear, densitometria óssea, avaliação psicológica, exames contrastados e biópsia. Tal como referimos na introdução, a melhor forma de prevenir/tratar as diferentes causas desta lesão é através dos exercícios preventivos e, evitar condutas inadequadas como por exemplo permanecer muitas horas sentado.

Alguns exercícios para controlo da dor

O número de séries e repetições varia de acordo com a tolerância ao esforço de cada pessoa (recomendamos no mínimo 10 repetições de cada exercício).

1º Exercício

Flexão/extensão lombar: Levantar a cabeça e deixar cair as costas, baixar a cabeça e arquear as costas (gato assanhado).

2º Exercício

Extensão cruzada: Olhar para o chão apoiado nos joelhos e mãos, levantar o braço esquerdo e a perna direita sem mover o pescoço. Manter a posição cerca de 10 segundos e voltar à posição inicial. Efetuar o mesmo exercício, mas desta vez com o braço direito e perna esquerda.

3º Exercício

Alongamento do piriforme: Manter a posição da imagem abaixo e levantar o pé do chão (pode auxiliar abraçando com as suas mãos a perna em que o pé está apoiado e puxar a mesma em direção à barriga).

4º Exercício

Prancha lateral: Na posição de decúbito lateral suportar o peso do corpo durante 30 segundos (de acordo com imagem abaixo). O tempo pode ir aumentando de acordo com a resistência ao esforço de cada pessoa.

Autora

Inês Roque Fisioterapeuta ( C-048079073)Fisioterapeuta no CMM- Aveiro: ERS Nº E124106 | Lic. Func.: 8894/2014 | Tlf: 234021610

Bibliografia e Referências Bibliográficas

https://i0.wp.com/melhorsaude.org/wpcontent/uploads/2016/02/Exerc%C3%ADcios-para-dor-lombar.png

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The effects of strength exercise and walking on lumbar function, pain level, and body composition in chronic back pain patients.Lee JS, Kang SJ; J Exerc Rehabil, 12(5):463-470, 31 Oct 2016

The effects of combination patterns of proprioceptive neuromuscular facilitation and ball exercise on pain and muscle activity of chronic low back pain patients.; Lee CW, Hwangbo K, Lee IS; J Phys Ther Sci, 26(1):93-96, 01 Jan 2014

Low back pain. A Frank V(306): 901-909, 3 Apr 1993


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