Medicina Física e de Reabilitação

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Publicado em:
16 Julho, 2020

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O que é a Medicina Física e de Reabilitação (MFR)?

A Medicina Física e de Reabilitação (MFR) é uma especialidade médica com ampla abrangência de diferentes áreas da medicina, mas com uma especificidade e ideologia muito própria. Entendo que a essência desta especialidade possa estar contida na decomposição do termo “Reabilitar”, ou seja, “Reabilitar” = “Real” + “Habilitar”. Estas duas palavras são o fundamento da harmoniosa prática da arte médica no contexto desta especialidade, sabendo que uma alteração do estado de saúde condiciona uma deficiência e decorrente limitação, restringindo a pessoa na participação efetiva em todo o seu contexto biopsicossocial. A nobre e gratificante atividade do médico Fisiatra é baseada na recuperação/restauração prática e efetiva das habilidades do doente no seu contexto familiar, social e profissional. Esta atividade apenas é possível em contexto multiprofissional e interdisciplinar, sendo que a integração de cuidados pelos diferentes profissionais envolvidos, resulta num todo muito maior do que a soma das partes.

A avaliação médica

A avaliação médica é importante no processo, não sendo, contudo, mais importante do que qualquer intervenção por todos os intervenientes num programa de reabilitação, tendo sempre o doente como o centro e foco de todo o processo. A procura e aplicação da melhor e mais recente evidência científica devem sempre guiar a abordagem holística a cada doente que procura a nossa ajuda.

A técnica ecográfica músculo-esquelética

A inexorável evolução tecnológica leva a um aperfeiçoamento dos meios técnicos para melhorar a eficácia do diagnóstico e dos tratamentos, tanto na Medicina em geral como na Medicina Física e de Reabilitação (MFR) em particular. Desde cedo no meu percurso de formação, nutri particular interesse pela técnica ecográfica músculo-esquelética, com a consciência da exigência de conhecimentos alargados sobre anatomia funcional, fisiopatologia, diagnóstico clínico, diferentes opções terapêuticas e programas de reabilitação inerentes a cada patologia para o seu melhor aproveitamento em cada contexto clínico. Ciente da longa curva de aprendizagem inerente à boa execução desta técnica, com elevado componente operador dependente, aproveitei diferentes oportunidades formativas e assistenciais para poder evoluir gradualmente e com bases sólidas nesta ferramenta (mantendo ainda a participação ativa numa busca continua de conhecimento e atualização). A meu ver, a integração da ecografia no contexto de consulta tem um benefício sinérgico adicional ao racional clínico (decorrente da história clínica e exame objetivo), com consequente otimização diagnóstica e de tratamento (quer através de um programa de reabilitação – incluindo diferentes componentes como exercícios específicos, medicação oral ou agentes físicos – quer através de procedimentos ecoguiados). Outras das mais valias destes procedimentos é o atrativo de atingimento de objetivos terapêuticos a mais curto prazo e com menor “consumo de tempo”. A utilização da ecografia para procedimentos infiltrativos aumenta grandemente a assertividade da técnica, bem como os potenciais riscos inerentes a realização dos mesmos.

Autor

Bruno Mendes, Médico Especialista em Medicina Física e de Reabilitação (OM 54592) no CMM – Centro Médico de Aveiro (ERS Nº E101308 | Lic. Func.: 16687/2018) e no Centro de Medicina Física e de Reabilitação da Santa Casa da Misericórdia de Gaia (E100367).


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