Fisioterapia Aquática – Hidroterapia

Existe legislação específica que imponha questões técnicas de temperatura de água, materiais, etc., para a prestação deste serviço?

Esta é considerada uma matéria delicada dado não existir uma legislação atualizada, A atual legislação adequa-se à realidade dos anos 80/inicio de 90. Nessa altura as piscinas reduziam-se a três tipos: Piscinas Desportivas (Municipais e de Clubes), Piscinas Terapêuticas (de hospitais, termas e raras clínicas) e piscinas lúdico-recreativas (de hotéis e parques aquáticos, etc.). Por conseguinte, havia uma grande diferença entre os dois primeiros tipos de piscina: as primeiras eram piscinas normalmente de 25-50 metros, a 25 – 27ºC de temperatura, exclusivas para o ensino da natação (sem acesso a pessoas com deficiência, nem instalações apropriadas, etc.). As segundas eram piscinas muito mais pequenas, menos profundas, com corrimão em toda a piscina, com rampas, e instalações apropriadas e com uma temperatura de 32º a 35ºC. Contudo, ao longo dos anos 90 houve um “boom” de novas piscinas, essencialmente municipais, que começaram a ser construídas por todo o pais, tal como noutros países da Europa (à semelhança de Espanha). Essas novas piscinas foram construídas com infraestruturas que permitiram o acesso a todos os utilizadores e que, para além do tanque de competição, começaram a ter um tanque muito semelhante ao tanque terapêutico, com dimensões, temperaturas e acessos que permitiram que novas populações começassem a usufruir das mesmas (bebes, idosos, indivíduos com necessidades especiais, etc.).