Sequelas pós-agudas do COVID-19

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Publicado em:
14 Agosto, 2021

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Existem pelo menos 204,644,849 casos de COVID-19 a nível mundial confirmados, com 4,323,139 óbitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O COVID-19 é a doença infeciosa causada pelo novo coronavírus, SARS-CoV-2, um vírus da família dos Coronavírus causadores de um síndrome respiratório agudo grave. A COVID-19 foi identificada pela primeira vez em Wuhan – China, em dezembro de 2019, e foi declarada pandemia pela OMS a 11 de março de 2020. É um vírus transmissível em seres humanos e que se acredita ter origem zoonótica. A sua apresentação varia desde formas assintomáticas e ligeiras até doença grave e mortal.

Daqueles que sofreram a doença, alguns referem sintomatologia, sequelas, a longo prazo da infeção. Assim, o termo “sequelas pós-agudas da infeção do SARS-CoV-2” é conhecido como Longo COVID. O UK National Institute for Health and Care Excellence (NICE) define este síndrome como um conjunto de sinais e sintomas que se desenvolvem durante uma infeção com COVID-19, que persiste por mais de 12 semanas, e que não são explicados por um diagnóstico alternativo.

Neste enquadramento, são comuns as queixas de fadiga crónica, tosse, dor torácica, palpitações, dificuldade respiratória, cefaleias, dores musculares e articulares, queixas gastrointestinais, dificuldade de concentração, défice de memória, insónia, ansiedade e depressão, estando estas relacionadas não só com a doença, mas também com o internamento, o isolamento ou a perda de rendimentos monetários. 

Os pacientes necessitam de uma abordagem médica holística, com detalhe da história da doença, avaliação física e psicológica e, nalguns casos, com a realização de exames complementares de diagnóstico analíticos e de imagem e ainda a utilização de escalas funcionais de avaliação. O objetivo é repor a qualidade de vida, eliminar o sofrimento físico e psicológico dos pacientes e implementar a sua reintegração social. É um trabalho por vezes multidisciplinar, envolvendo diversos profissionais de saúde (médicos especialistas, terapeutas físicos e mentais) e instituições de educação e financeiras, em casos particulares.

Importa salientar que nem todos os processos fisiopatológicos são conhecidos nem o tempo que persistem, mas, na sua maioria, traduzem-se em condições clínicas com uma evolução favorável.

Por fim, como forma de evitar a doença e as possíveis sequelas, fica a recomendação de vacinação a toda a população, incluindo aos que já sofreram infeção pelo SARS-CoV-2, independentemente da sua história de doença. 

Autor

José Miguel Terrível, Médico Especialista em Medicina Interna (OM-36310), no CMM-Centro Médico de Aveiro e Teleconsulta.

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